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Micoses cutâneas

  • 26 março 2013
  • Lucia Fernandes

Micoses podem ser superficiais e profundas. As micoses superficiais são infecções da pele e seus anexos (pêlos e unhas) e das mucosas, causadas por organismos chamados fungos  e que aparecem frequentemente em áreas mais queratinizadas, ou seja: mais superficiais da pele.

As micoses superficiais têm distribuição universal, sendo dermatoses muito prevalentes em nosso meio. Vários levantamentos epidemiológicos ressaltam a importância das micoses superficiais no Brasil. As manifestações clínicas são variadas, comprometendo mãos e pés, unhas, região ínguino-crural (virilhas) e pele glabra (pele desprovida de pêlos). Conforme a região acometida recebe um nome. Ex: Tinha pedis (nos pés), Tinha Cruris (nas virilhas), Tinha manus (nas mãos) e Onicomicoses (nas unhas).

As micoses superficiais podem ser por fungos dermatófitos e leveduras (fungos oportunistas, como as cândidas e pitiríase versicolor).Essa é uma afecção fúngica extremamente comum da camada córnea (conhecida como pano branco).

Os dermatófitos poderão ser geofílicos (terra), zoofílicos (animais) e antropofílicos (homem). Esses últimos se apresentam muitas vezes quase sem inflamação, são persistentes e recidivantes (como Tricophiton rubrum) e são resistentes a maioria dos tratamentos.

As micoses profundas são mais graves porque ocorrem no subcutâneo (mais profundas – derme e hipoderme) e podem se generalizar. Ex.: Esporotricose, blastomicoses sul-americana, histoplasmose e cromomicose. Cada uma dessas doenças tem agentes etiológicos diferentes e comportamento agressivo, e podem comprometer várias áreas do corpo por disseminação hematológica e linfática.